quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Fotos do Show do Chris Cornell

Pra chegar no sho foi um custo: tinha tanta chuva no meio do caminho até a Barra da Tijuca que sinceramente achei que não ia chegar. Ainda mais porque me aventurei pelas curvas do Alto da Boa Vista. Deposi de alguns transtornos, cheguei ao destino pra trocar meu ingresso, já imaginando uma fila imensa, um monte de pirralho fazendo barulho, enfim, aquela zona comum aos shows pop rock contemporâneo que tocam no Metropolitan, digo ATL Hall, digo Claro Hall, digo Citibank Hall.

Mas para minha grata surpresa (boa ou não), o show estava vazio. Até demais. Quem quisesse assistir ao show jogando sueca com os amigos, tinha espaço. Podia-se ficar em pé, deitado, de lado, de costas, no bar, apostar corrida, enfim, o show era VIP.

Quanto ao show, valeu muito a pena. O Chris Cornell estava de ótimo humor e não se importou com o pouco público presente. Tocou muito Soundgarden e isso já valeu o ingresso. Tocou Temple of the Dog para os mais nostálgicos ainda e muito Audioslave para os comptemporâneos.

Só ficou um pouco chato que ele decidiu fazer um acústico. E lá foi ele estilo João Gilberto, com sua violinha mandar as músicas no gogó. Cara, no início é legal. Ele até cantou a música "Billie Jean" do Michael Jackson, numa versão mais Jack Johnson que qualquer coisa. Ficou legal, mas depois da terceira música enchou os colhões. Ele tocou umas 7 musicas acusticas, cacete! Eu vim pra escutar rock, não o Jack Johnson.

Por falar em comparações, o Chris Cornell tava parecido com um monte de gente. No início parecia o Felipe Dylon. Depois que tirou a jaqueta ficou com a cara do Eric Marmo. Cara, os cornos do maluco, muito igual.

Depois do acustico, as guitarras voltaram e o show engrenou de novo. Daí foi um show de baeutas e palhetas voando pra lá e pra cá. Sinceramente, os caras banalizaram tanto as palhetas que eu imagino que cada pessoa que estava lá assistindo deve ter levado umas 3 palhetas pra casa.

Ah, tá bom. Vamos parar de criticar. O Chris manda muito no vocal. O cara não desaficou um instante. Cantou tudo e mais um pouco sem perder a voz. A banda acompanhou e eu, que já imaginava sentir a falta de Tom Morello nos solos, fiquei feliz com as performances, inclusive do baterista, que fez o dever de casa com louvor.

Quando deu 2h20 de show eu já estava esgotado. E ainda tinha que ir na festa da agência! Então me despedi do pessoal e parti pra outra festa que, merecidamente, está em um outro post.

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